O POVO NO ENEM
A educação brasileira tem sofrido profundas e significativas mudanças nos últimos anos. Desde que o modelo de avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) – interdisciplinar e com ênfase na relação dos conteúdos com a “realidade” dos alunos ganhou espaço entre as escolas e conquistou a preferência de muitos educadores...
Apresentação
A educação brasileira tem sofrido profundas e significativas mudanças nos últimos anos. Desde que o modelo de avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) – interdisciplinar e com ênfase na relação dos conteúdos com a “realidade” dos alunos – ganhou espaço entre as escolas e conquistou a preferência de muitos educadores, o antigo currículo enciclopédico e pautado na memorização mostrou que está com os dias contados.
Da primeira edição, em 1998, a esta última (sem dúvida a mais polêmica), o exame promoveu grandes transformações na forma como enxergamos e fazemos educação no país. As instituições de ensino superior passaram a usá-lo como parte de seus processos seletivos e, mais recentemente, algumas decidiram empregá-lo em substituição total a seus antigos vestibulares. Em 2004, com a criação do PROUNI as universidades particulares fizeram dele critério único para seleção dos alunos que concorrem às bolsas.
O ENEM foi criado para aferir e valorizar as competências e habilidades básicas desenvolvidas, transformadas e fortalecidas com a mediação da escola. Mais até que o conteúdo puro e simples: na hora do teste, não interessa se o aluno tem na ponta da língua o significado de prosopopéia ou catacrese – é infinitamente mais importante que ele consiga ler e compreender plenamente o sentido do texto com o qual será confrontado. Afinal, os conhecimentos são construídos por estruturas mentais que vão muito além da memória. É verdade que ela é de fundamental importância para que consigamos desenvolver essas estruturas, mas, sozinha, a memória não consegue formar alunos capazes de compreender o mundo extremamente complexo com o qual convivem diariamente, composto por rápidas e constantes transformações sociais, econômicas e tecnológicas.
Mais do que reter um grande universo de dados, o estudante (ou qualquer um de nós) precisa saber refletir acerca dos valores, atitudes e conhecimentos que pautam sua vida em sociedade. A matriz que estrutura o ENEM foi montada justamente em observação a isso: as teorias, as leis, o espaço geográfico, a ética, a política e os meios de comunicação (alguns dos temas centrais para a construção do conhecimento), estão todos lá, ano após ano, traduzidos em questões do exame e devidamente transformados em conceitos formais das ciências.
A Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFCE) anunciaram recentemente que o ENEM será utilizado como processo seletivo dos cursos de graduação em 2011. A UFC usará para 100% das vagas e o IFCE para 40%. Ou seja, os estudantes cearenses para conquistar vagas nas duas instituições federais terão que mostrar suas competências e habilidades no ENEM, participando do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), e concorrendo no âmbito nacional.
O Colégio 7 de Setembro e a Fundação Demócrito Rocha, cientes de sua responsabilidade social e educacional com a população cearense, conceberam o projeto O POVO no ENEM visando socializar e ampliar oportunidades para os jovens estudantes que se deparam com esse novo desafio. A excelente preparação do corpo técnico do Colégio 7 de Setembro associada a experiência da Fundação Demócrito Rocha por meio da Universidade Aberta no Nordeste (UANE) será colocada a disposição de estudantes das escolas públicas e privadas e dos egressos do Ensino Médio, na busca por vagas na UFC e no IFCE.
Silvio Mota
Coordenador do Curso O POVO no ENEM
Coordenador do Curso O POVO no ENEM
Objetivos
- Disponibilizar materiais didáticos que orientem os estudantes no novo modelo de prova do ENEM, adotado como processo seletivo para admissão dos cursos de graduação da UFC e IFCE.
- Colaborar com a preparação dos egressos e alunos do Ensino Médio para obtenção de uma vaga em cursos de graduação, nas Instituições de Ensino Superior que adotaram o ENEM como processo seletivo.
- Contribuir para a melhoria da qualidade da educação pública cearense.
Público Alvo
- Alunos regularmente matriculados no Ensino Médio nas escolas públicas e privadas.
- Alunos que estão cursando Educação de Jovens e Adultos.
- Concludentes do Ensino Médio que vão se submeter a processo seletivo em Instituição de Ensino Superior.
(TEXTO EXTRAÍDO NO SITE "O POVO NO ENEM" NO DIA 05/05/2010)
